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Assédio moral e sexual é discutido em roda de conversa

Em referência ao Dia Internacional da Mulher, a PROEN promoveu uma roda de conversa entre servidores e alunos.
  • Andréia Lima
  • publicado 11/03/2019 13h09
  • última modificação 11/03/2019 13h10

A diretora do DAE, Dayse Araújo (com o microfone), destacou a importância de discutir esse tema também no ambiente escolar.

A manhã da última sexta-feira (8) foi marcada por uma roda de conversa com o tema “Assédio Moral e Sexual: formas de enfrentamento e prevenção”. O evento, promovido pela Pró-reitoria de Ensino (PROEN) do IFMA por meio do Diretoria de Assuntos Estudantis (DAE), foi uma referência ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). Os debates foram conduzidos pela diretora da DAE, Dayse Araújo, a procuradora do IFMA, Ângela Saldanha, a professora de História do Campus Buriticupu, Márcia Costa, e a representante da Comissão de Ética do IFMA, a psicóloga Renata Trovão. O debate foi mediado pelo representante dos direitos humanos do IFMA, o professor Batista Botelho. A roda de conversa aconteceu no auditório da reitoria e contou com a presença de servidores e estudantes do IFMA.

A diretora da Diretoria de Assuntos Estudantis (DAE) do IFMA, a assistente social Dayse Araújo, questionou qual o papel da escola e de uma instituição pública na prevenção do assédio contra a mulher. “Há um silenciamento sobre esse tema e uma naturalização do comportamento masculino. E quando isso se reporta para o ambiente escolar a situação se torna mais grave, pois, muitas vezes, o assédio é tomado como simples brincadeira”, explicou a diretora.

Representando a Comissão de Ética do IFMA, a psicóloga Renata Trovão, lembrou que o assédio é cultural já que acaba sendo socialmente aceito nos diversos ambientes sociais, por isso o debate deve ser discutido sempre. “É importante sensibilizar que existem formas de combate e é necessário o nosso trabalho para impedir isso. E, nesse aspecto, a comissão de ética tem um papel muito importante tanto preventivo-educativo quanto trabalhando de fato para punir o assédio em nosso ambiente de trabalho”, disse.

A professora de História do IFMA Campus Buriticupu, Márcia Costa, veio acompanhada de três alunas com as quais ela desenvolve um projeto de leitura feminina/feminista no Campus. Para a professora, a educação é a principal porta de enfrentamento ao assédio. “A gente faz um trabalho baseado na confiança e no sentimento de realização profissional e intelectual das nossas alunas. A gente incentiva que as meninas se comportem como elas mesmas, encorajando saltos mais longos e destemidos diante dos vários desafios”, declarou a professora.

A procuradora Ângela Saldanha ressaltou a importância de tratar o tema em ambiente institucional. “Muitas vezes nós convivemos mais tempo em um ambiente institucional do que com a nossa própria família. Então muitas dessas situações de assédios acabam se estabelecendo naquele ambiente, não só com colegas da mesma hierarquia, mas também com os superiores, os terceirizados e, também, com nosso público-alvo, que são os alunos. A procuradora aproveitou a ocasião para apresentar a política de gestão de riscos da Administração Pública Federal e os possíveis riscos de imagem e danos institucionais em casos que se configurem como assédio moral e sexual.

A pró-reitora de Ensino do IFMA, Ximena Bandeira, destaca que o número de servidoras que compõem a instituição está se aproximando do número de homens.

A pró-reitora de Ensino do IFMA, Ximena Bandeira, lembrou que apesar do avanço, o número de servidoras na instituição ainda é menor que o número de homens. “Hoje somos 42,5% de servidoras no IFMA e 57,5% de homens. Não somos maioria, mas é um número que cada vez mais se aproxima de uma igualdade. Então eu penso que essa temática é relevante e traz para nós, no dia de hoje, não a comemoração, mas, sobretudo, a reflexão sobre os indicadores negativos da violência contra mulher”, argumentou.

Uma das estudantes que veio acompanhando a professora Márcia Costa foi Talissa Araújo, de 18 anos, do Curso Técnico de Análises Químicas do IFMA Campus Buriticupu. Ela comentou sobre a importância de debater a questão do assédio. “O que acontece é que essas mulheres sofrem cada dia mais e nós, feministas, não queremos isso. Queremos a nossa paz e tranquilidade. Então não só aqui, mas em todos os lugares temos que ter essa discussão política e social sobre a mulher para que se entenda que a mulher não é só um objeto sexual e sim um ser humano”, disse a estudante.

Já a ouvidora do IFMA, Letícia Melo, também destacou a relevância de tratar esse tema em ambiente institucional. “Esse tema é bastante relevante porque é uma forma de empoderar as mulheres e a todos os servidores de uma forma geral, porque a gente está debatendo também a conduta ética, por isso é importante saber o que a legislação diz acerca do assédio moral e sexual e esclarecer as nossas dúvidas”, explicou.

Acesse esses canais para realizar denúncias de assédio moral ou sexual no IFMA:

Comissão de Ética

Ouvidoria

Procuradoria

 

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